Colóquio debate estratégias para combate às novas Substâncias psicoativas

Colóquio debate estratégias para combate às novas Substâncias psicoativas
Colóquio debate estratégias para combate às novas Substâncias psicoativas
Colóquio debate estratégias para combate às novas Substâncias psicoativas
Colóquio debate estratégias para combate às novas Substâncias psicoativas
Colóquio debate estratégias para combate às novas Substâncias psicoativas
Colóquio debate estratégias para combate às novas Substâncias psicoativas
Colóquio debate estratégias para combate às novas Substâncias psicoativas
Colóquio debate estratégias para combate às novas Substâncias psicoativas
Colóquio debate estratégias para combate às novas Substâncias psicoativas

Especialistas nacionais e internacionais reuniram-se num colóquio para discutir a crescente ameaça das novas substâncias psicoativas, abordando a necessidade de adaptação das estratégias de combate e prevenção à realidade atual. O evento, realizado com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, contou com a participação de representantes de diferentes áreas, incluindo segurança, saúde, justiça e investigação científica.

A Secretária-Geral abriu o evento, lançando o desafio para uma reflexão conjunta sobre estas substâncias e a necessidade de ajustar as estratégias existentes. Citando dados das Nações Unidas, alertou para a rápida disseminação destas drogas, que não se limita a um problema de regulação jurídica, mas representa uma ameaça real à vida das pessoas. “O objetivo deve ser comum: compreender para agir melhor”.

Uma Ameaça Global em Crescimento

O Inspetor Rogério Magalhães, da PJ destacou que, embora Portugal ainda não enfrente esta problemática com a mesma intensidade de outros países, há sinais preocupantes, como o aumento do número de laboratórios clandestinos no país.

Dr. Ricardo Torrão trouxe ao a perspetiva do sistema prisional, defendendo a necessidade de formação específica para guardas prisionais, destacando que a rápida evolução das drogas sintéticas exige que as autoridades estejam sempre um passo à frente, e sublinhando que “Estarmos hoje aqui a debater este tema significa estarmos um passo à frente”.

O Subintendente Rui Costa, da PSP alertou que, embora o fenómeno ainda não esteja totalmente instalado em Portugal, a sua chegada em maior escala é uma questão de tempo. “Não sabemos com que dimensão, mas é um cenário que temos de antecipar”, advertiu.

A Dimensão Internacional do Problema

Wim Panis da Europol, abordou a vertente global do tráfico de substâncias sintéticas, mencionando o crescimento de empresas chinesas de fachada na Europa e a importância de um maior controlo das exportações. Destacou que já não basta monitorizar o que entra nos países, mas também o que sai.

A Interpol reforçou a necessidade de cooperação internacional, sublinhando a importância da partilha de informações e da criação de laços de confiança entre países. Várias operações de combate ao tráfico têm sido conduzidas a nível global, demonstrando que apenas um esforço conjunto pode conter esta ameaça.

Impacto na Saúde e Atualização Legislativa

O professor Félix Carvalho destacou a urgência de atualizar a legislação, propondo a criação de um grupo de trabalho para rever as tabelas de substâncias proibidas. Isabel Dias, no Painel 3, abordou o impacto das drogas sintéticas na saúde mental, defendendo que certas infrações devem ser convertidas de contraordenação para crime. Já Nelson Carvalho alertou para o aumento do número de internamentos em casas de saúde devido ao consumo destas substâncias.

O colóquio encerrou com um apelo das Forças e Segurança à ação conjunta entre ciência, segurança e políticas públicas. O envolvimento das autarquias e das forças de segurança foi destacado como essencial para preparar melhor a sociedade para enfrentar este desafio que é um fenómeno que está em constante evolução. Veja tudo aqui